sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Uma vergonha chamada Grêmio

11:02
Não foi a primeira vez. E não será a última. A torcida do Grêmio, ontem à noite, protagonizou mais uma vez xingamentos e ofensas rascistas a atletas de outros times. Uma atitude lamentável, e contra a qual o clube nada faz.

Fábio Koff, presidente, é cúmplice. E todos os dirigentes juntos. A imagem de quem ofendeu está ali, registrada e divulgada para o mundo. E o Grêmio nada faz além de emitir notas oficiais de repúdio.

É muito pouco para uma atitude deplorável como essa, que a torcida gremista orgulha ostentar.

O Grêmio deveria ser punido de maneira rigorosa. Por ontem, e por ser reincidente. Deveria receber uma multa pesada e ser rebaixado para a segunda divisão do campeonato brasileiro. Só assim, pode ser que a diretoria e os responsáveis pela equipe tomem alguma atitude.

Já fui um torcedor gremista apaixonado. Com o passar dos anos, fui largando de mão. Costumo dizer que sou um gremista não-praticante. Mas nem isso é mais possível ser. Não dá pra ter o seu nome ligado ao um time claramente rascista como o Grêmio de Porto Alegre.

Larguei de mão. E sugiro que você, que um dia se orgulhou de ser tricolor, também largue.

É só com terapia de choque que o rascismo no futebol será combatido. 

Que o Grêmio seja punido de maneira rigorosa e sem direito a apelação. 

Mas não vai acontecer nada, como sempre ...

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Explorando, sugando e lucrando com a paixão dos fãs

08:24
O Iron Maiden anunciou o relançamento de sua discografia em discos de vinil de 180 gramas. Os discos clássicos, até o Seventh Son (1988), mais os singles do período. Deve ser a décima vez que isso ocorre. A centésima, ou talvez até mesmo a milésima. Em CD, em LP, no caralho a quatro.

E sempre nesses oito primeiros álbuns - os sete de estúdio e mais o Live After Death. É a banda atestando que o resto da sua carreira não importa. Nada, nem pra eles. Apesar de discos muito bons como Brave New World e The Final Frontier.

E os fãs, cegos, idiotas e todos os demais adjetivos possíveis, vão comprar de novo. E mais uma vez. E quantas vezes a banda decidir relançar.

Ninguém mais compra discos. Não há mais razão para ter discos. O formato físico morreu, e já faz tanto tempo que nem cheirar mal ainda cheira.

Mas o Maiden segue investindo nesse formato. Bem, não necessariamente nesse formato. O Maiden segue investindo na exploração da paixão cega de seus fãs, fiéis desde sempre. Lança cerveja, camiseta, poster, o que der na telha, todos os anos. E novas versões de seus discos de tempos em tempos. 

Já deu. Invistam em outra coisa, Steve e Bruce. Já ficou chato bater na mesma tecla, sempre e cada vez mais. Parem. Todo mundo já tem esses discos. E no mínimo em umas três ou quatro versões diferentes. Olhem para frente. Desapeguem do passado. 

Mas aí vai ser preciso desapegar da grana. E essa, vamos admitir, vai ser difícil.

Postura lamentável de uma banda que parece mais preocupada em ficar sentada vendo os números de suas receitas aumentarem do que em produzir algo novo. 

Vou ali tomar uma Coca-Cola. Ouvindo Ali Farka Touré, bluesman africano falecido em 2006 e que atualmente tem muito mais a me dizer do que Harris, Dickinson e companhia.

FIFA 14: Leeds United - Modo Carreira - Segunda Temporada: aqui é o nosso lugar

08:03
Dando continuidade à saga do Leeds United no modo carreira do FIFA 14, a temporada 2014/2015 teve início com duas notícias não muito agradáveis: dois dos principais nomes do elenco, os zagueiros Jason Pearce e Tom Lees, pediram para deixar o clube. Pearce era o capitão, um dos líderes da equipe que conquistou o acesso para a Premier League depois de uma década na League One e na Championship, terceira e segunda divisões inglesas, respectivamente. E Lees era um dos nomes mais confiáveis do elenco, sempre com atuações convincentes e vinha sendo utilizado não apenas como zagueiro, mas também como lateral.

Enfim, a vida segue. Jason Pearce se transferiu para o Queens Park Rangers por 1.000.000 de euros, enquanto Tom Lees foi para o Norwich City por 1.300.000. Buscando tornar o time mais forte e com um elenco mais maduro e habituado com a BPL, trouxe o volante Joey Barton do QPR, que assumiu o posto de Pearce como o novo capitão do Leeds United (e custou muito pouco, apenas 500.000). As contratações contaram também com o meia Alex Pritchard, do Tottenham, que havia disputado a temporada anterior emprestado e agora veio em definitivo por 1.000.000. Nas laterais, renovei o empréstimo do lateral esquerdo Luke Garbutt com o Everton e trouxe novamente o jovem Roman Michael-Percil do Tottenham, que já havia sido emprestado na temporada anterior, para ser reserva na direita. O zagueiro Max Ehmer, também do QPR, veio por empréstimo para compor o sistema defensivo. Outra contratação importante foi a do jovem zagueiro John Stones, do Everton, que chegou por 1.200.000. David Rodriguez, meia atacante espanhol que estava no Brighton, acertou sem custo e foi um reforço providencial para a equipe. Além disso, a base revelou uma jovem promessa, o lateral direito Victor Gonzalez, excelente jogador apesar de ter apenas 16 anos. 

Dessa maneira, o onze inicial do Leeds United em seu retorno para a Premier League ficou assim:

1 Paddy Kenny
2 Victor Gonzalez
3 Jamaal Lascelles
4 John Stones
27 Luke Garbutt
31 Joey Barton (C)
50 David Rodriguez
26 Alex Pritchard
7 Ryan Gauld
10 David Nugent
9 Ross McCormack

É preciso dizer que tanto McCormack quanto Gauld receberam uma chuva de ofertas para deixar o Leeds. No caso do atacante, os valores giraram entre 4 e 6 milhões de euros, enquanto Ryan teve propostas de até 1.800.000. Todas foram recusadas na janela inicial de transferências, pensando não no caixa mas sim na força da equipe para tentar alcançar o seu objetivo primordial na temporada: permanecer na primeira divisão.

Após um início bastante positivo, o time se estabilizou no meio da tabela, ocupando a décima posição. Uma boa performance para quem estava disputando a divisão de elite pela primeira vez em uma década. Além disso, a temporada do Leeds contou também com compromissos nas duas copas nacionais inglesas (Capital One e FA Cup) e na UEFA Euro League, já que a equipe foi a vencedora da Capital One no ano anterior. O time caiu em um grupo com o Napoli e com o PSV, classificando-se em segundo lugar com direito a uma vitória épica por 5x1 no estádio dos holandeses. 

Falando em grandes performances, vale mencionar os confrontos com os cinco grandes do futebol inglês. O principal rival histórico do Leeds, o Manchester United, foi batido em seu estádio por 1x0, com gol do jovem Gauld. O City levou um sonoro 3x0 também em sua casa, com grande performance do meia Luke Murphy, autor de dois gols em cinco minutos. Jogando em casa, o Leeds venceu o Arsenal por 1x0, e visitando Stamford Bridge ficou no 1x1 com o Chelsea de Mourinho. O ponto negativo foi o 3x0 sofrido diante do Liverpool em Anfield. Mas a pior derrota da temporada não foi essa: o Fulham arrebentou com a equipe com uma surra de 5x1 em Londres. No returno, nova vitória sobre o Arsenal, mas derrotas em casa para os dois Manchesters e também para o Liverpool.

Chegando ao final do primeiro turno o Leeds está na décima posição na Premier League, superou a fase de grupos da Euro League e foi eliminado da Capital One. Ajustes precisavam ser feitos, e o principal deles se deu pelo baixo rendimento do ataque. Com cinco atletas que tem como função principal marcar gols (McCormack, Nugent, Mark Smith, Luke James e Dominic Poleon, além de Jamille Matt, emprestado), esperava uma performance melhor. No final do primeiro turno comecei a experimentar um novo esquema de jogo, o 4-2-3-1 no lugar do 4-4-2 anterior, e rendeu ótimos resultados, colocando o time em uma escala ascendente liderado por David Nugent, que começou a marcar uma chuva de gols.

A janela de transferências do início do ano trouxe novidades, com Ross McCormack saindo por 8 milhões para o Olympique Marseille (ele estava há incríveis 14 partidas sem marcar ...) e a chegada do meia dinamarquês Casper Sloth por 1.000.000 mais o passe de Dominic Poleon (Sloth foi contratado pelo Leeds do mundo real, então também o trouxe para o jogo).

Na Euro League, o time caiu nas oitavas com uma derrota fora para o Lokomotiv Moscou por 3x1 e um empate em 1x1 em casa. Na FA Cup, o Newcastle sapecou 4x0 e eliminou o Leeds. E na Capital One o Arsenal impossibilitou o sonho do bi, eliminando o time nas quartas.

A permanência na Premier League foi alcançada, com o Leeds ficando na 12ª posição na tabela ao final da temporada, performance que foi considerada espetacular pela diretoria. Pessoalmente, achei um bom campeonato também, visto todo o histórico anterior da equipe.

Os principais destaques do Leeds na temporada foram o atacante David Nugent (que desandou a marcar gols com a alteração do esquema para o 4-2-3-1 e foi um dos artilheiros da BPL), a dupla da zaga Stones/Lascelles, os volantes Barton e Austin e o meia Alex Prichard.

Abaixo, o elenco completo do Leeds United na temporada 2104/2015 da Barclays Premier League:

Goleiros:
1 Paddy Kenny
12 Jamie Ashdown

Laterais:
2 Victor Velazquez *
17 Roman Michael-Percil (emprestado pelo Tottenham)
25 Sam Byram
27 Luke Garbutt (emprestado pelo Everton)

Zagueiros:
3 Jamaal Lascelles
4 John Stones
5 Max Ehmer (emprestado pelo Queens Park Rangers)
24 Marius Zaliukas (aposentou nesta temporada)

Meias:
6 Luke Murphy
7 Ryan Gauld
8 Rodolph Austin
11 Casper Sloth
13 David Collins *
14 Adam Barton
15 Drey Alabi *
16 Fraizer Obita * 
19 David Norris
22 Dominic Duffus *
23 Zac Thompson
26 Alex Pritchard
28 Joel Tunnicliffe *
29 Simon Lenighan
31 Joey Barton (C)
32 Evan Bakayoko *
33 Adam Atkinson *
38 Jimmy Kébé

Atacantes:
9 Luke James
10 David Nugent
18 Jonathan Lewis *
20 Matt Smith
34 Alex Clarke *
50 David Rodriguez

Emprestados para outros clubes:
Eric Grimes - Goleiro
Chris Dawson - Meia *
Jamille Matt - Atacante
Lewis Walters - Atacante

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

FIFA 14: Leeds United - Modo Carreira - Primeira Temporada: voltando pra casa

08:03
Gosto de jogos de futebol no videogame. Após anos no PES, migrei definitivamente para o FIFA 14. E o modo que mais curto é o carreira, onde você administra um clube, comprando e vendendo jogadores, cuidando das finanças, essas coisas. Uma das principais diferenças entre o FIFA e PES está aqui: enquanto que Master League você escolhe um clube e vai até o fim da vida com ele, no FIFA você pode começar em um time pequeno como manager/técnico e, conforme vai alcançando resultados, receber ofertas para trabalhar em equipes maiores.

Já falei em um post anterior que gosto do Leeds United, então essa foi a minha escolha para começar uma nova carreira. O Leeds, dono da quinta maior torcida da Inglaterra, teve muitas glórias no passado, foi campeão inglês três vezes (1969, 1974 e 1992) e ganhou a Copa Europeia em 1975, além de diversos outros títulos. Foram formados ou passaram pelo clube jogadores como Aaron Lennon, James Milner, Rio Ferdinand, Mark Viduka, Jonathan Woodgate, Paul Robinson, Alan Smith, Jimmy Floyd Hasselbaink, Harry Kewell, Eric Cantona, Gary McAllister e inúmeros outros. 

Considerado pela mídia como o gigante adormecido do futebol inglês, a partir de 2001 o Leeds se afundou em dívidas e foi vítima de erros contínuos cometidos por uma má administração, fatores que o levaram para a segunda divisão em 2004 e para a terceira em 2007. O time conseguiu voltar para a Football League Championship (como é chamada a segundona inglesa) em 2010, e desde então vem fazendo campanhas apenas medianas, finalizando temporadas no meio da tabela.

Essa é a história do time. E isso se reflete no jogo. Enquanto no FIFA 14 equipes como o Real Madrid tem verbas anuais na casa dos 100 milhões de euros para investir em reforços (e no campeonato inglês isso se vê também nos dois times de Manchester, o United e o City), o Leeds possui apenas 4 milhões no caixa, o que limita bastante as coisas. Porém, torna tudo mais desafiador, com a saga de levar um gigante novamente para o seu lugar a motivação.

A primeira coisa que faço quando inicio uma carreira no FIFA é avaliar os jogadores que tenho. Geralmente essas equipes possuem muitos atletas e vários são medianos ou ruins. Os que possuem algum potencial mantenho no time ou empresto, e os outros coloco à venda, fazendo assim uma limpa no elenco e conseguindo mais alguma grana. Para o Leeds, tomei essa atitude e fui atrás de dois reforços: o zagueiro Jamaal Lascelles do Nottingham Forest (19 anos, custou 1.400.000 e na vida real está emprestado para o Newcastle) e o meia Ryan Gauld (17 anos, apelidado pela ESPN Brasil como “Messi escocês, paguei 2.300.000 para o Dundee United). Além destes dois, trouxe também um lateral esquerdo (Luke Garbutt, do Everton) e um direito (um do Tottenham, não lembro o nome dele agora) por empréstimo. Ambos são muito jovens e não tem espaço em seus times de origem, o que possibilita o empréstimo por uma temporada, sem custo, a não ser o salário.

Assim, montei meu time base com:

1 Paddy Kenny
25 Sam Byran
3 Jamaal Lascelles
5 Jason Pearce (capitão)
2 Luke Garbutt
8 Rodolph Austin
6 Luke Murphy (segundo capitão)
16 Danny Pugh
7 Ryan Gauld
11 Dominic Poleon
9 Ross McCormack

Com esses onze e mais reforços vindos do banco, para minha própria surpresa consegui ir bem no primeiro turno do campeonato, ficando na parte de cima da tabela, na terceira posição, atrás apenas do Leicester City e do Wigan. Então, na janela de transferências de janeiro, trouxe mais alguns nomes para tornar o Leeds ainda mais forte e completar o elenco. O principal foi David Nugent, um dos goleadores da liga no jogo e que não renovou o seu contrato com o Leicester, vindo de graça para o meu time. Assim, coloquei o Poleon no banco, dei a 10 para o Nugent e fiquei com dois dos principais artilheiros do campeonato no meu ataque: David e McCormack. Fiz uma visita ao Fleetwood Town da League Two, e lá comprei o meia Adam Barton (700.000) e o atacante Jamille Matt (400.000), além de pegar por empréstimo o meia Alex Pritchard com o Tottenham. Dei mais uma limpada no elenco, vendendo jogadores que não usava, e parti para o segundo turno. E, para minha surpresa e alegria, acabei conquistando o acesso para a Premier League e o vice-campeonato da Championship com uma ótima campanha (o campeão foi o Queens Park Rangers, três pontos acima), eliminando a tensão dos play-offs. Aqui, vale uma explicação: do terceiro ao sexto colocados na Championship participam de um mata-mata eliminatório, onde o campeão deste mini-torneio também sobe para a BPL. O Reading foi o vencedor do play-off e também foi para a BPL.

Além da Championship, vale mencionar também a performance do Leeds nas copas nacionais. Na Inglaterra existem duas copas: a Capital One (chamada de Copa da Liga) e a FA Cup. Ambas contam com TODAS as equipes de TODAS as divisões, o que torna possível times da quarta divisão jogarem contra um Manchester da vida. Na Capital One, cheguei à final após superar Everton e Swansea. A partida decisiva foi contra o Chelsea, em Wembley, com um começo assustador: em poucos minutos os Blues abriram 2x0 fácil. Mas então Gauld resolveu mostrar todo o seu talento e comandou uma virada épica para 3x2, com direito a dois gols de Ross McCormack. O que parecia definido caiu no minuto final, com Ramires empatando a disputa. O jogo foi então para a prorrogação e para os pênaltis, onde Fernando Torres teve o seu pênalti defendido por Kenny, e o Leeds se tornou campeão pela primeira vez em 22 anos - a última conquista da equipe na vida real aconteceu em 1992 e foi o campeonato inglês. Com o título da Capital One, o time se qualificou para a disputa da Europa League na próxima temporada. Na FA Cup, fui eliminado nas semifinais pelo Arsenal.

Para conseguir tudo isso, foram fundamentais quatro jogadores: Ross McCormack (um dos artilheiros da liga), Ryan Gauld (líder em assistências) e a dupla de zaga formada por Pearce e Lascelles, que formaram a melhor zaga da competição.

Vamos à segundo temporada agora. A Premier League tem um nível muito mais alto, e o principal objetivo será permanecer na elite. Por isso, alguns reforços já estão em mente, outros devem sair. A montagem do elenco será interessante.

Conto mais da saga conforme ela for acontecendo.

Let’s go, Leeds!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Todos os vencedores do Campeonato Inglês de Futebol

08:17
São 126 anos de história, com interrupções durante as duas grandes guerras. Um campeonato cheio de tradição, provavelmente o mais antigo do mundo (alguém confirma?) e que já teve 23 equipes diferentes como campeãs.

Até 1991, o campeonato era organizado pela Footbal Association, a CBF inglesa. Em 1992 os principais clubes do país se rebelaram contra a entidade e criaram a Premier League, que evoluiu até chegar onde está hoje, como a liga mais assistida e lucrativa do planeta.

Abaixo, a lista completa com os campeões ingleses ano a ano. E depois, o número de títulos por equipe. Em negrito, mas maiores sequências - todas tricampeonatos.

1889 - Preston North End
1890 - Preston North End
1891 - Everton
1892 - Sunderland
1893 - Sunderland
1894 - Aston Villa
1895 - Sunderland
1896 - Aston Villa
1897 - Aston Villa
1898 - Sheffield United
1899 - Aston Villa
1900 - Aston Villa
1901 - Liverpool
1902 - Sunderland
1903 - Sheffield Wednesday
1904 - Sheffield Wednesday
1905 - Newcastle United
1906 - Liverpool
1907 - Newcastle United
1908 - Manchester United
1909 - Newcastle United
1910 - Aston Villa
1911 - Manchester United
1912 - Blackburn Rovers
1913 - Sunderland
1914 - Blackburn Rovers
1915 - Everton
1916 até 1919 - Campeonato suspenso em razão da Primeira Guerra Mundial
1920 - West Bromwich Albion
1921 - Burnley
1922 - Liverpool
1923 - Liverpool
1924 - Huddersfield Town
1925 - Huddersfield Town
1926 - Huddersfield Town
1927 - Newcastle United
1928 - Everton
1929 - Sheffield Wednesday
1930 - Sheffield Wednesday
1931 - Arsenal
1932 - Everton
1933 - Arsenal
1934 - Arsenal
1935 - Arsenal
1936 - Sunderland
1937 - Manchester City
1938 - Arsenal
1939 - Everton
1940 até 1946 - Campeonato suspendo em razão da Segunda Guerra Mundial
1947 - Liverpool
1948 - Arsenal
1949 - Portsmouth
1950 - Portsmouth
1951 - Tottenham Hotspur
1952 - Manchester United
1953 - Arsenal
1954 - Wolverhampton Wanderers
1955 - Chelsea
1956 - Manchester United
1957 - Manchester United
1958 - Wolverhampton Wanderers
1959 - Wolverhampton Wanderers
1960 - Burnley
1961 - Tottenham Hotspur
1962 - Ipswich Town
1963 - Everton
1964 - Liverpool
1965 - Manchester United
1966 - Liverpool
1967 - Manchester United
1968 - Manchester City
1969 - Leeds United
1970 - Everton
1971 - Arsenal
1972 - Derby County
1973 - Liverpool
1974 - Leeds United
1975 - Derby County
1976 - Liverpool
1977 - Liverpool
1978 - Nottingham Forest
1979 - Liverpool
1980 - Liverpool
1981 - Aston Villa
1982 - Liverpool
1983 - Liverpool
1984 - Liverpool
1985 - Everton
1986 - Liverpool
1987 - Everton
1988 - Liverpool
1989 - Arsenal
1990 - Liverpool
1991 - Arsenal
1992 - Leeds United
1993 - Manchester United
1994 - Manchester United
1995 - Blackburn Rovers
1996 - Manchester United
1997 - Manchester United
1998 - Arsenal
1999 - Manchester United
2000 - Manchester United
2001 - Manchester United
2002 - Arsenal
2003 - Manchester United
2004 - Arsenal
2005 - Chelsea
2006 - Chelsea
2007 - Manchester United
2008 - Manchester United
2009 - Manchester United 
2010 - Chelsea
2011 - Manchester United
2012 - Manchester City
2013 - Manchester United
2014 - Manchester City

Número de títulos:

Manchester United - 20 
Liverpool - 18 
Arsenal - 13  
Everton - 9 
Aston Villa - 7
Sunderland - 6
Chelsea - 4
Manchester City - 4
Newcastle United - 4
Sheffield Wednesday - 4 (atualmente disputa a segunda divisão, The Championship)
Leeds United - 3 (atualmente disputa a segunda divisão, The Championship)
Wolverhampton Wanderers - 3 (atualmente disputa a segunda divisão, The Championship)
Huddersfield Town - 3 (atualmente disputa a segunda divisão, The Championship)
Blackburn Rovers - 3 (atualmente disputa a segunda divisão, The Championship)
Preston North End - 2 (atualmente disputa a terceira divisão, League One)
Tottenham Hotspur - 2
Derby County - 2 (atualmente disputa a segunda divisão, The Championship)
Burnley - 2
Portsmouth - 2 (atualmente disputa a quarta divisão, League Two)
Ipswich Town - 1 (atualmente disputa a segunda divisão, The Championship)
Nottingham Forest - 1 (atualmente disputa a segunda divisão, The Championship)
Sheffield United - 1 (atualmente disputa a terceira divisão, League One)
West Bromwich Albion - 1


Biografia do Robert Plant

06:02
O Érico já havia me contado que estava traduzindo a biografia do Robert Plant escrita pelo Paul Rees em um e-mail que enviou pedindo dicas de como poderia interpretar algumas passagens do livro. Lá fora, a obra saiu no final de 2013 e recebeu críticas muito positivas, como essa do Huffington Post.


Com o título simples de A Vida, o livro chega às livrarias brasileiras nas próximas semanas. Ansioso para ler.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A pirâmide do futebol inglês

07:54
O futebol inglês tem oito divisões nacionais. Organizadas, dando lucro, atraindo público. Times da terceira, quarta divisão britânica, possuem média de 20 mil torcedores por jogo, superior à maioria das equipes do Brasileirão. Lá eles gostam de futebol, do jogo. Aqui no Brasil a maioria não aprecia o jogo, gosta apenas do seu time.

São quatro divisões principais. A Premier League, a primeira divisão, tem 20 times e nomes que todo mundo conhece como Liverpool, Arsenal, Tottenham, Everton e os dois Manchesters. A Championship é a segunda, com 24 clubes e patrocínio da Sky Bet. É o quarto campeonato mais assistido do planeta, atrás apenas da Premier League, alemão e espanhol. E é a segunda divisão. Lá estão clubes tradicionais como Birmingham , Blackburn Rovers, Fulham, Leeds United, Middlesbrough, Milwall, Nottingham Forest, Reading, Wigan e Wolverhampton, entre outros. Sobem os dois primeiros, e do terceiro ao sexto colocado disputam um play off final que não é para os fracos, com o vencedor também indo para a BPL.

Daí vamos para a terceira divisão, que é chamada de League One. Mais uma vez 24 clubes, entre eles Sheffield United, Bristol City, Fleetwood Town, Yeovil Town e Preston North End. O esquema é o mesmo da Championship: sobem os dois primeiros diretos, e mais um dos playoffs. E a quarta divisão, a League Two, com outros 24 clubes, incluindo nomes cheios de tradição como Hartlepool United, Plymouth Argyle e Portsmouth. Detalhe: todas elas estão disponíveis no FIFA, o melhor jogo de futebol para os vídeogames.

O que é fascinante nessa história toda é o tamanho e a tradição de equipes outrora lendárias e que hoje disputam, com respeito, as divisões de acesso. Está lá, por exemplo, o Leeds, sexta maior torcida da Inglaterra e maior rival histórico do Manchester United depois do Liverpool. O Leeds venceu três vezes o campeonato inglês da primeira divisão, foi cinco vezes vice, foi campeão das copas domésticas (FA Cup e League Cup) e campeão europeu. O Nottingham Forest não fica atrás: um título inglês, seis copas nacionais, bi-campeão da Champions League (1979 e 1980) e da Supercopa Européia. O mesmo vale para o Blackburn Rovers, o único time a vencer a Premier League (criada em 1992 após um racha entre os principais times do país e a federação, algo que está longe de acontecer aqui no Brasil) além dos Manchesters, Arsenal e Chelsea. O Blackburn tem três títulos ingleses, 7 copas nacionais e uma copa européia.

Essa história toda torna todas as divisões da Inglaterra fascinantes. São gigantes tentando se reerguer, se reconstruir e voltar aos dias de glória em todas elas. Um deles sempre me chamou a atenção, mas não sei dizer exatamente o motivo. Sempre gostei do Leeds, tenha uma simpatia pela equipe. Gostaria que voltassem a BPL, mas será difícil, ao que parece. O Leeds foi rebaixado para a segunda divisão na temporada 2003-2004. Por lá ficou, e em 2007 foi punido pelas altas dívidas e má administração perdendo 10 pontos no campeonato, o que o levou para a League One. Voltou para a Championship em 2010, e está lá até hoje. É um clube aparentemente má administrado, com uma torcida fanática que sonha voltar aos tempos de glória, mas a realidade está bem longe disso. Mas pode acontecer o que ocorreu recentemente com o Manchester City: como os times são empresas na Inglaterra, algum grupo de investidores pode comprar a equipe de olho no imenso potencial merdadológico que ela possui (lembrem-se: o Leeds tem a sexta maior torcida da Inglaterra) e colocar grana sem parar, contratando bons jogadores e construindo um grande time.

Pra quem curte futebol, a segunda divisão inglesa é um prato cheio. Ali está a essência do jogo: a disputa, a garra, a força, e também o talento. Não tem nada a ver com as equipes de videogame que Real Madrid, Barcelona e outros gigantes ostenta, - o que também é legal, pra ficar claro. Vale a pena conferir. Eu, pelo menos, gosto.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Franklin, o filho do Reed e da Sue

09:39
Há tempos procurava uma revista em quadrinhos sobre super-heróis para ler para o Matias. Explico: tenho uma grande coleção de HQs. Elas ficam ao alcance da mão. E o Matias, desde cedo, sempre mexeu e se interessou por elas. E então, durante muitas noites, a história antes do sono era algo da Marvel ou da DC. Mas, muitas vezes, essas tramas não continham enredos infantis, e o pai aqui tinha que improvisar o roteiro para não assustar o pequeno.

Então bati o olho em Fanklin Richards - Filho de um Gênio, que a Panini acabou de colocar nas bancas de todo o Brasil. Edição linda, capa dura, lombada quadrada, 216 páginas, reunindo dezenas de histórias curtas com as aventuras do filho de Reed e Sue Richards, o casal do Quarteto Fantástico.

Franklin é um mutante. Super, mega, ultra poderoso. O único classe 5 além de Jean Grey (se não me falha a memória, acho que é isso). Mas aqui não tem nada disso. As histórias giram em torno das incursões intrometidas do garoto pelo laboratório do seu pai, repleto de bugigangas legais pra caramba. 


Recomendo a leitura. Não apenas para fechar o dia dos pequenos, mas também para os adultos soltarem gostosas gargalhadas.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Rádio Mas Que Nada

13:56
Sempre quis ter um programa de rádio. Apresentar, tocar, falar. Compartilhar o amor sempre crescente que sinto pela música. O prazer que se renova a cada dia como ouvinte.

Já fiz das minhas. Um amigo tinha um programa em uma rádio nos tempos da adolescência, e frequentemente a programação ficava por minha conta. Nos tempos da Collectors, supri essa necessidade com um podcast semanal, que acabou chegando ao fim por incapacidade técnica e de tempo.

Tudo isso pra dizer que a coisa está mais viva do que nunca. Ainda que não do jeito que você imagina. O Spotify, serviço de streaming de música, é uma maravilha. Mudou o meu modo de consumir música. Não lembro a última vez que coloquei um CD pra tocar, e nem quando o toca-discos lá de casa deu o seu último giro. E, apesar disso, vivo um dos momentos em que mais tenho escutado música. O dia todo. Todo dia.

No iPhone, o Spotify me acompanha em qualquer lugar, com o fone de ouvido sempre esquentando as orelhas. Em casa, o iPad tem o seu bluetooth sincronizado com o som, e pronto: o mundo se abre.

Gosto de utilizar esses serviços de streaming fazendo playlists, criando seleções musicais sobre estilos e épocas. Com o fim da Collectors e a criação deste blog, criei uma chamada Mas Que Nada, e lá fui jogando músicas que gosto, que fizeram história, que estou conhecendo, que estou pesquisando. Sou um nerd musical, em alguns momentos beirando a fixação doentia. Tal qual ir de página em página no livro 1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer, ver que álbum está ali, ir no Spotify e ouvir faixa por faixa, inserindo as que gosto na playlist do MQN. Fiz a mesma coisa com o meu perfil no RYM

E assim a coisa foi, e continua indo. Até o momento já são quase 2.200 músicas, totalizando 158 horas de música. O que dá seis dias e meio tocando direto, sem repetir nenhuma faixa. 

Tem rock, uns jazz-funk, bastante blues, pop, funk, soul. Coisa boa, que eu gosto, e que não assusta ninguém. 

Onde a rádio entra nisso tudo? Assim, ó: todo dia, acesso essa playlist, coloco no modo aleatório e ela me faz companhia o dia todo. Não sei o que irá tocar, o que virá a seguir. É sempre bom, sempre surpreendente. 

E assim a vida segue, com muita música, em todo lugar e cada vez mais.


P.S.: tentei colocar um player aqui no blog, mas não tem como selecionar o modo aleatório, então desisti. Se souberem como faço isso pra deixar em random por aqui, mandem a dica.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Um passo à frente, e você não está mais no mesmo lugar

14:06
Com olhar de espanto avistou o futuro. Não era como ele imaginava, não parecia com o que ele sonhava. E isso, é claro, o deixou como deveria deixar: feliz. Porque, por mais que ele tentasse idealizar a sua vida, sabia, lá no fundo do coração, lá no fundo da alma, que isso não era possível.

“Que bom”, pensou. Havia gostado do futuro que o esperava, e não via a hora de passar pelos caminhos que o levariam até lá. Quais seriam as surpresas? Quem ele conheceria? Como seria suas paixões? Por quem iria chorar? Por quem abriria um enorme sorriso? Quantas alegrias, quantos frios na barriga, quantos corações batendo mais forte. Quanta vida havia para acontecer, sobretudo.

E então tratou de esquecer o que havia visto. Foi viver a vida. Foi sentir o cheiro e provar o gosto. De tudo e de todos. 

Ouviu, falou, escreveu. E aprendeu. Muito.

Tanto que, quando chegou lá na frente, não só se surpreendeu com aquilo que já conhecia como, finalmente, estava pronto para tudo que o esperava.

Foi nesse momento que sorriu como nunca. 

Sem olhar para trás. Nem para frente. 


Apenas foi. Feliz.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Machine Head novo

14:38
Minha banda preferida de metal lançará seu novo disco em novembro. Será um presente de aniversário, já que nasci lá no mês 11.

Bloodstone Diamonds. Esse é o título.

Serão 10 faixas.

Se vier no mesmo nível dos dois últimos, Unto the Locust e The Blackening, as demais bandas de heavy metal do planeta podem encerrar as atividades que não tem pra ninguém (exceções > Mastodon, Opeth e Baroness).

Vamos ver se até novembro eu me animo a ouvir metal novamente, porque tá difícil ...


Alegria, é manhã de um novo dia

10:07
Dom Salvador e Abolição. Um combo de groove, balanço e música da mais alta qualidade. Nove negros liderados pelo genial Dom Salvador, pianista, compositor e cantor. Uma banda chamada Abolição, formada só por negros e que lançou um único disco em 1971 chamado Som, Sangue e Raça.

Um trabalho genial e que, passados 43 anos de seu lançamento, segue soando atual. Muito atual.

O rock, a música, o jazz, a vida e tudo mais, seriam bem menos interessantes sem a presença da cultura negra. E ainda há imbecis que pregam a segregração racial e tem orgulho de seu preconceito.


Pra esses, o antídoto:

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Usando (e abusando) da ilusão

10:48
Isso não acontece mais. Mas uma vez aconteceu. Uma, pelo menos.

O ano era 1991. Lembro bem. O Guns N’ Roses, então indo a passos largos ocupar o posto de maior banda de rock do mundo, lançava o seu terceiro disco, Use Your Illusion. Na verdade, os seus terceiros discos, já que a obra veio em dois volumes, ambos duplos, totalizando 30 canções inéditas espalhadas por 4 LPs. Um orgasmo auditivo.

Lá no interior, em uma cidade perto de onde nasci, anunciaram uma festa no clube local. A atração principal era a seguinte: iriam tocar o novo disco do Guns na íntegra, na ordem, pela primeira vez. Não havia internet, não havia download, não existia streaming. Ninguém havia escutado ainda. E lá fomos nós.

UYI tocou na íntegra. Primeiro o 1, depois o 2. E de novo. E mais uma vez.

Uma experiência muito legal e, no mínimo, curiosa, principalmente para quem não viveu a época e hoje tem todas as músicas do mundo na ponta dos dedos.


Lembrei agora disso tudo, enquanto ouvia “Pretty Tied Up”, uma das minhas preferidas de Axl, Slash e companhia.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Cine Matias: Coraline

07:01
O filme do fim de semana foi Coraline. Dica do Matias. Animação de 2009, baseada em uma obra do sempre genial Neil Gaiman. Tem no Now, da Net. 

Pela estética, pensei que a direção era do Tim Burton, mas errei. Quem dirige é Henry Selick.

Um retrato bastante interessante da carência afetiva infantil, mostrada por um ponto de vista diferente.


Recomendo.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Como nossos pais

11:51
Quero lhe falar, meu grande amor, das coisas que aprendi nos discos
Te contar o que vivi e tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor é uma coisa boa, 
E também sei que qualquer canto é único como a vida de qualquer pessoa

Só te digo, meu bem, há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado pra nós, desde que éramos jovens

Pra abraçar seu irmão e beijar sua menina, na boca
É que você tem seus braços, seus lábios e a sua voz

Você me pergunta sobre a nossa paixão
Respondo que estou encantado em uma tarde de verão
Não vou ficar na cidade, vou voltar pro sertão
Pois sinto batendo no peito o cheiro de uma nova estação
E quero que tudo siga vivo na ferida aberta que é o meu coração

Não faz muito tempo vi você na rua
Cabelo lindo solto no vento e um monte de gente jovem reunida
Na parede da memória essa é a lembrança que dói mais

Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos
Continuamos os mesmos e vivendo
Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais

Nosso ídolos nunca foram os mesmos, e as aparência não enganam não
Você pensa que depois deles não apareceu mais ninguém
Você tá é por fora, anda viajando
É você que ama o passado e não vê que o novo sempre vem

Hoje sei que quem me deu a ideia de uma nova consciência e juventude
Tá tranquilo em casa, vivendo na sua sem precisar prestar conta pra ninguém

Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos
Continuamos os mesmos e vivendo
Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O heavy metal não faz mais sentido

11:14
Talvez seja ressaca. Ressaca dos seis anos de Collectors. Mas não tenho conseguido ouvir heavy metal nas últimas semanas. Nada de guitarras distorcidas. Baterias aceleradas, passo longe. Vocais guturais, corro para as colinas. Não dá! Perdeu o sentido. Não arrepia mais os pelos. Não existe razão.

Os ouvidos andam trilhando outros caminhos. O olhar óbvio para o passado, mas sempre com um olho no presente e outro no futuro. Não há espaço para guerreiros medievais, descidas ao inferno, pactos com o demônio e todas essas babaquices. Talvez eu tenha confundido as coisas, misturado todo o asco que sinto por grande parte da mídia, fãs e tudo o que envolve a cena metal brasileira, que não consiga mais me relacionar com o estilo.

Mas deve passar. Daqui há algumas semanas, ou meses, ou seja lá quando. Afinal, o gênero faz parte de mim. Ou fazia, vai saber.

O que sei é que, por enquanto, está muito melhor assim.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Jogando FIFA 14

10:24
Migrei pro FIFA 14 e dali não saio. Isso aconteceu já há alguns meses. Passei anos jogando PES, mas a Konami ficou pra trás totalmente, a kilômetros de distância. Gosto de jogar no modo carreira, onde você compra e vende jogadores, administrando o clube.

O legal é que o Modo Carreira do FIFA é mais completo, com você podendo começar em um clube pequeno, mais modesto, e trocar de time com o passar dos anos, assumindo equipes maiores.

No jogo atual comecei no Hull City, onde fiquei por duas ou três temporadas. Daí assumi o Tottenham, que havia acabado de ser adquirido por um milionário sei lá de onde. Muito dinheiro no bolso, verba pra dar e vender. Mandei embora todos aqueles pernas de pau que o time de Londres sente prazer em comprar e montei outra equipe, totalmente nova. Estou a cinco temporadas em White Hart Lane. Nesse tempo, venci duas FA Cups, uma Premier League e uma Champions League, com direito à tríplica coroa em um destes anos. Na última temporada, fiquei com o segundo lugar em todas as competições. E, além disso, estou à três temporadas no comando da Seleção Inglesa, onde ganhei a Copa do Mundo de 2018.

Meu Tottenham joga no 4-2-3-1 e tem Butland, Chambers, Marquinhos, Varane e Shaw; Gundogan, Pogba, Lallana, Ince e Bale; e Neymar na frente. No banco, nomes como Lovren, Wilshere, Lascelles, Hughes, Leandro, Barkley e outros.

Areja a cabeça. Limpa a mente. Relaxa. Pra mim funciona assim. Todos os dias, algumas horas diariamente.

Eu gosto.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Babando o próprio ovo

06:51
Uso o Feedly como leitor de feeds. É através dele que acompanho/sigo os sites e blogs que curto. O legal é que o Feedly diagrama os sites como se fossem revistas, montando páginas onde as manchetes principais são as postagens mais populares.

Estava com insônia ontem. Cabeça latejando, não sei porque. Então peguei o iPad e fui dar uma checada no Feedly. E lá, depois de ler as novidades de diversos sites, comecei a fuçar na Collectors Room. Acho que, pela primeira vez nos 6 anos de vida da CR, cheguei perto de ver as coisas como leitor e não como autor. E, mudando o ponto de vista, ficou clara a qualidade e o quanto era diferenciado esse hábito, essa atividade e esse lazer que fez parte dos meus dias divertidos e produtivos anos.

Tenho orgulho de tudo que está publicado naquelas páginas. Mas o que precisava ser dito já foi dito. A jornada chegou ao final, e a vida segue em frente. E o combustível, a inspiração para o futuro, estará sempre em www.collectorsroom.com.br

Afinal, não só a música, mas principalmente a vida, precisa ir além do óbvio.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A música faz do mundo um lugar melhor

12:13
A música torna a vida mais lúdica. Deixa tudo mais mágico. Viver com uma trilha sonora é mais divertido. As canções nos confortam, nos lembram momentos, acompanham nossos dias.

Sempre gostei de música. Não sei porque, não faço ideia do motivo, não sei dizer quando começou. Só sei que não consigo conceber a minha vida sem música. Não tive alguém que me inspirasse a seguir esse caminho quando estava entrando na adolescência, não me espelhei em ninguém. Meus pais nunca se obtiveram a essa paixão, mas ela não é uma característica marcante em nossa família.

Sou pai de um menino de 6 anos, o Matias. Desde 2008, ele faz parte dos meus dias. Assim como a música. E, pouco a pouco, foi descobrindo os sons, a magia e a força das canções. Lembro que, quando ele era apenas um bebê, o pegava no colo e o embalava cantarolando a melodia de “In My Life”, dos Beatles. Lembro de um dia em que ele chorava sem parar e eu e sua mãe, sem saber o que fazer, o colocamos na sala e ligamos um som, que o acalmou na hora. Detalhe: não era nada soft, era Cachorro Grande em alto e bom som mesmo.

Acostumei o Matias a dormir no carro, em sua cadeirinha. Sou pai sozinho, não vivo com a mãe do meu pequeno, então desenvolvi meus próprios métodos de carinho, de atenção e aconchego. Teve uma fase em que ele pegava no sono ouvindo continuamente “Gimme All Your Lovin’”, aquela do ZZ Top com a introdução de bateria. Depois, passou um tempo entrando em transe junto comigo com o Time Out, disco lançado pelo Dave Brubeck Quartet em 1959.

E, desde que nasceu, foi descobrindo o rock. E, é claro, criando caracterizações para defini-lo. Na sua cabeça, o rock se divide em dois grandes grupos: rock feliz e rock brabo. O feliz é formado por nomes como Beatles, Stones, Pink Floyd e outros. O brabo, por Black Sabbath, Iron Maiden, Metallica e por aí. Simples, objetivo e autoexplicativo, como tem que ser.

Seus comentários são sempre uma delícia. Certa vez coloquei uma versão ao vivo de “Stairway to Heaven” para ouvir enquanto ele brincava com outra coisa. Do nada, o Matias me olhou e soltou essa: “Bom esse guitarrista, hein? A música dele evolui”. Eu, é claro, abri um largo sorriso cheio de orgulho.

Tudo isso pra dizer que não consigo imaginar a vida sem música. A minha, a do meu filho, a de todo mundo. Tudo fica mais completo, as coisas fazem mais sentido. Gosto de rock. E de jazz. E de blues. E de pop. Tudo que meus ouvidos acham bom. E aprendo sempre com as canções.

Um dia vou lançar um box com a trilha da minha vida. Terá vários discos e muitas histórias. Até lá, vou encontrando novas canções em cada esquina, a cada momento.

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